Carregando! Por favor aguarde...
Uma mesa denomina de África, Europa e Estados Unidos, integrada por lideranças políticas pioneiras na implantação do Orçamento Participativo (OP) em Porto Alegre, há 25 anos, homenageou o ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-prefeito de Porto Alegre, Olívio Dutra, na manhã desta quarta-feira (4), segundo dia da 14ª Conferência do Observatório Internacional de Democracia Participativa, no UnilaSalle.
"É uma honra compartilhar essa mesa com o ‘Pai do OP', nosso querido Olívio", declarou o sociólogo Nelson Dias, da Associação In Loco, de Portugal. Olívio recebeu uma placa, pelo seu pioneirismo na implantação desse modelo de gestão participativa.
Para o ex-governador gaúcho, "a cidadania não pode ser ocasional, tem que estar no cotidiano. E o OP permite essa possibilidade, que é de um valor inestimável".
Na noite desta terça-feira (3), a conferência de abertura da 14ª OIDP, com o o sociólogo italiano Antonio Negri, lotou o Salão de Atos do UnilaSalle.
Experiências pelo mundo
Mediada pelo prefeito Jairo Jorge, a Plenária "Balanço dos 25 anos de Orçamento Participativo e Perspectivas da Democracia Participativa" lotou mais uma vez o Salão de Atos do UnilaSalle, na segunda plenária desta manhã. Durante as exposições, o representante de Senegal, Bachir Kanoute, coordenador executivo da consolidação do OP nos países africanos, mostrou a expansão da prática de participação popular nas definições dos orçamentos públicos no continente africano.
A experiência da América do Norte com a gestão participativa também foi apontada na ocasião. "Os fundadores desse modelo, adotado nos EUA, a partir de Toronto, se basearam em Porto Alegre", disse a Ginny Browne, da Participatory Budgeting Project, de São Francisco. Por meio de tradução simultânea, ela traçou um panorama histórico de como o orçamento participativo chegou aos EUA e está se espalhando por cidades como Boston, Chicago, São Francisco e Nova York.
Outra Democracia
A partir de uma contextualização política, o sociólogo Nelson Dias observou que o OP entra em um novo ciclo, a partir desses 25 anos. "A democracia representativa está grávida de uma outra democracia. Isso é um processo muito difícil, mas necessário", afirma.
A partir da tese de que há um "mal-estar" na sociedade, marcada pelo desencanto e por manifestações públicas, Dias observou um paradoxo entre a ampliação dos canais democráticos, em contraponto a novas exigências dos canais de expressão.
Ele também destacou os desafios políticos, ideológicos e administrativos para responder às novas demandas que surgem, a partir das experiências de gestão participativa já reconhecidas. "É preciso democratizar a democracia, criar uma pedagogia da participação, avançar para essa prática em toda a máquina administrativa, para além de uma equipe", considera.
Também integrou a mesa o sociólogo e professor da Ufrgs Luciano Fedozzi, que atuou na primeira experiência do OP, há 25 anos, e o secretário municipal de Governança Local de Porto Alegre, Cezar Buzzatto
Confira a programação completa da 14ª OIDP aqui.
O evento também tem cobertura pela Rádio Canoas Online. Acompanhe aqui.
Serviço de Atendimento ao Cidadão: 0800-5101234