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A preocupação com a situação do Mercosul foi um dos temas da 47ª reunião do Conselho da Mercocidades, sediada por Canoas desde segunda-feira (5), que terá continuidade nesta terça-feira (6), às 9h. Na manhã desta terça-feira, os integrantes da rede Mercocidades aprovarão nota sobre a atual situação do Mercosul.
Primeiro vice-presidente de Relações Institucionais da Rede Mercocidades, o prefeito Jairo Jorge coordenou os trabalhos que tiveram a presença de 20 cidades da América Latina. O encontro está sendo realizado na sede da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Canoas (Cics). O Conselho de Mercocidades é composto por cidades da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
''Canoas participa da Rede Mercocidades desde 2009, estando presente em todas as reuniões e cúpulas da rede'', destacou o prefeito Jairo Jorge em seu pronunciamento. O objetivo do encontro é incentivar o fortalecimento das administrações locais, como contrapartida lógica e natural da globalização, bem como tratar dos assuntos relacionados à rede de cooperação, entre os quais estão a XXI Cúpula de Mercocidades, que será realizada do dia 23 a 25 de novembro, na cidade de Santa Fé, Argentina.
Na tarde de segunda-feira, o secretário executivo da Rede Mercocidades e secretário de Relações Institucionais da cidade São Paulo, Vicente Trevas, manifestou a preocupação com o momento vivido no Mercosul, taxado por ele como uma situação de anomalia. ‘'O Brasil sempre teve papel de equilíbrio nas relações do Mercosul e agora somos de desequilíbrio'', avaliou. ‘'Após anos de um clima de concórdia, boa vontade e negociação para resolver atos considerados contenciosos, agora há animosidade e falta de diálogo'', reforçou. A consequência imediata, disse, é a paralisia do Mercosul. Estamos paralisados'', sentenciou.
Trevas lembra que Brasil, Argentina e Paraguai questionam a pertinência e legitimidade de a Venezuela assumir a presidência pró tempore do Bloco, pois mudaria as regras estabelecidas, observando que o grupo tenta manter a institucionalidade do Mercosul, e que esse clima tem a ver com a posição do chanceler brasileiro. O secretário executivo ressaltou, ainda, a reunião do G20, na China, que tenta se redesenhar, encontrar caminhos para a retomada do crescimento econômico e em busca de saídas para os grandes problemas mundiais, por meio do diálogo, que não pode ser cessado.
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