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A pesquisadora de economia social e solidária do Institut de Recherche pour le Développement, na França, a educadora Isabelle Hillenkamp, acompanhada de pesquisadores de economia social da Unisinos, conheceu o sistema de gestão da economia solidária de Canoas nesta terça-feira (5). Também visitaram a Loja de Economia Solidária localizada junto à Estação Canoas/La Salle da Trensurb.
Isabelle e os demais pesquisadores foram recebidos na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) pelo secretário adjunto Francisco Valmor Marques de Ávila, que esteve acompanhado do diretor de Economia Solidária, Sérgio Gomes Galho. Posteriormente, todos visitaram a Feira do Dias dos Pais, no Calçadão, no Centro, além da Loja de Economia Solidária.
No período em que estiveram juntos, visitantes e gestores municipais, o diretor Gomes Galho explicou a metodologia da Economia Solidária de Canoas, salientando o Fórum Canoense Municipal de Economia Solidária. "Este seguimento é integrado por 58 grupos de artesãos, destacando-se como o maior do Rio Grande do Sul", disse.
Cinco feiras anuais
O diretor de Economia Solidária da SMDE destacou que o município promove anualmente cinco feiras. São elas as feiras da Páscoa, do Peixe, do Dia das Mães, do Dia dos Pais, da Semana Farroupilha e de Natal. Ainda segundo o diretor, os artesãos contam com dois centros de capacitação e formação gratuitas. Eles são destinados aos grupos vinculados ao Fórum Canoense de Economia Solidária e à Loja de Economia Solidária - que expõe e comercialização a produção artesanal.
Hortas comunitárias
Ainda de acordo com o diretor, os canoenses integrados às hortas comunitárias dos bairros Guajuviras e Mathias Velho contam com assistência técnica. "É por isso que a economia solidária de Canoas é considerada um exemplo de política pública a ser seguido e estudado", elogiou Isabelle.
"A experiência de Canoas me chamou muito a atenção", salienta Isabelle, que está no país pela primeira vez. Ela destacou o convênio assinado entre o Brasil e a França, em 2013, prevendo o intercâmbio de informações em economia solidária. "Foi o que também me motivou estudar as políticas públicas no Brasil", contou.
A pesquisa
A pesquisa em Canoas, conforme a professora francesa, servirá para comparar a experiência local com as de outros municípios brasileiros em gestão, especificidades e desafios. "Este trabalho também servirá para entendermos melhor o processo e repassá-lo aos nossos universitários, profissionais do campo política, do serviço social e pesquisadores acadêmicos", projeta.
Os visitantes
Integraram o grupo que acompanhou a pesquisadora e professora Isabelle: a coordenadora da Unidade Acadêmica de Pesquisa e Pós-Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unisinos, a professora e doutora Adriane Ferrarini; e a equipe de pesquisa em Economia Social da universidade.
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