mulher
de aparência franzina “cresce” quando
fala de sua disposição de romper com uma vida marcada
pela violência e pelo medo. Ela obteve medida protetiva
em função das graves ameaças que sofria
do companheiro. Deixou a sua casa em Canoas – cidade de 330 mil
habiltantes na região Metropolitana de Porto Alegre, RS – e,
junto com a filha de 11 anos, vive na Casa Abrigo que recebe
mulheres
e
seus
filhos
em
situação
semelhante.
Vamos identificá-la pela inicial M. Apesar de não
ter o nome divulgado, ela não se esconde quando convidada
a contar por que foi para a Casa Abrigo.
Depoimento | M.,
atendida na Casa Abrigo
Maria da Penha Há oito anos, lei virou instrumento de esperança
A figura da cearense Maria da Penha Maia
Fernandes, em sua cadeira de rodas, tornou-se símbolo
da violência doméstica
sofrida por milhares de brasileiras, e do enfrentamento a esse
tipo de crime. Ela sobreviveu a duas tentativas de assassinato,
praticadas pelo próprio marido. Na primeira, um tiro
na coluna deixou-a paraplégica e com outras sequelas.
Foi preciso que Maria da Penha assumisse a luta contra a impunidade
de seu agressor, para que, depois de cinco séculos de existência,
o Brasil tivesse uma lei para punir autores de ameaças,
agressões e assassinatos contra mulheres, embaixo do guarda-chuva
da violência doméstica. Antes disso, a violência
contra a mulher era tratada como crime de menor potencial ofensivo.
Não dava cadeia.
Conforme o IBGE, a cada ano, mais de um milhão de mulheres
são vítimas de violência doméstica
no Brasil. E essa é a causa da morte de dez mulheres a
cada dia no país.
Aos 69 anos, Maria da Penha ainda atua diariamente para que a
Lei 11.340, que leva o seu nome, sancionada em 7 de agosto de
2006
pelo então presidente Lula, seja divulgada e cumprida. Demorou
quase 20 anos para que seu agressor fosse preso. Depois de permanecer
um terço da pena em regime fechado, ele está livre.
A lei, originada do sofrimento e da persistência de Maria
da Penha, transformou-se num instrumento de esperança para
que outras mulheres, como M., consigam se livrar da violência
e vejam seus algozes punidos. O caso de Maria da Penha foi incluído
pela “ONU Mulheres” entre os dez que foram capazes
de mudar a vida das mulheres no mundo. Milhares de brasileiras,
porém, não tiveram ou não têm chance
de se salvar. Para outras tantas, falta coragem para revelar o
que sofrem. Às vezes, conseguem disfarçar as marcas
físicas, mas para as emocionais não existe maquiagem.
Uma rede articulada e atuante
Márcia
Falcão, titular da Coordenadoria
da Mulher
Na luta
para recomeçar a vida e recuperar a própria
identidade, as vítimas de violência precisam de
apoio. E nisso as canoenses não estão sozinhas.
Canoas formou uma rede de atendimento articulada e atuante
para garantir a elas
e a seus filhos medidas de proteção, acompanhamento
jurídico e psicológico, atendimentos de saúde,
capacitações e encaminhamento a programas sociais.
A Coordenadoria de Políticas para Mulheres, criada em
2009, no início da primeira gestão do governo Jairo
Jorge, realiza a articulação com as demais políticas
públicas para a implementação do Plano
Nacional de Políticas para Mulheres.
Ainda em 2009, o Município assinou o Acordo de Cooperação
Federativa para a implantação do Pacto Nacional de
Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Em 3 de
maio de 2011, o Pacto foi assinado em Canoas, no Bairro Guajuviras,
pelo governador Tarso Genro. No mesmo ano, o Município instituiu
a Câmara Técnica de Gestão e Monitoramento
do Pacto. Em 2012, aprovou o primeiro Plano Municipal de Políticas
para as Mulheres. Uma das metas é ampliar a participação
delas nos espaços de poder e decisão.
A secretária especial da Coordenadoria, Márcia Falcão,
chama a atenção para a “violência de
gênero”, praticada contra as mulheres por vizinhos,
chefes e desconhecidos, entre outros. Somente pelo fato de
serem mulheres.
Depoimento | Márcia
Falcão, Coordenadoria
da Mulher
Centro de Referência é a porta
de entrada
Em casos de violência, a mulher é encaminhada para
a rede. A “porta de entrada” é o Centro de Referência
da Mulher (CRM) Patrícia Esber, que funciona em uma casa
simples, mas espaçosa, na Rua Siqueira Campos. Em dias ensolarados, é comum
ver as mulheres que trabalham no Centro reunidas no pátio,
conversando sobre o trabalho, renovando energias.
A ONG Coletivo Feminino Plural foi contratada pela Prefeitura para
implantar o serviço, com recursos do Pronasci. Em pouco
menos de três anos de funcionamento, atendeu a 1.234 mulheres,
que foram “referenciadas” no serviço, ou seja,
integradas à rede, e desenvolveu 1.495 atividades de acompanhamento.
Somente em 2014, já foram 254 referenciadas, com uma média
mensal de 40 casos novos. O acompanhamento é mantido até que
ocorra a criminalização da violência ou as
vítimas tenham condições de retomar a vida.
Esse trabalho é realizado por uma equipe multidisciplinar
das áreas de Psicologia, Direito e Serviço Social.
Centro de Referência da Mulher
desenvolve atividades incluindo a participação
de familiares.
Quem
foi Patrícia Esber
O nome do Centro homenageia a canoense Patrícia Esber,
que morava no Bairro Mato Grande e foi assassinada pelo marido
em maio de 2009. Ela tinha 32 anos, dois filhos e despontava
como uma liderança entre mulheres trabalhadoras da Economia
Solidária. Maria Aparecida Flores, a Cida, a primeira
titular da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres,
foi quem sugeriu que o Centro de Referência levasse o nome
de Patrícia,
como forma de homenageá-la pela disposição
que demonstrava para conquistar uma vida melhor para a sua família
e para a sua comunidade.
Depoimento | Maria
Aparecida Flores, a Cida
Abrigo para quem sofre risco grave
As mulheres sob o risco de morte iminente,
em qualquer situação,
têm acolhimento temporário na Casa Abrigo, de forma
sigilosa. Se necessário, podem levar os filhos e recebem
atendimento integral. O CRM é responsável pela avaliação
de risco e pelo encaminhamento das mulheres. De madrugada ou em
fins de semana e feriados, isso é feito pela Delegacia de
Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).
A Casa Abrigo, mantida com recursos públicos municipais
e coordenada pela ONG Ilê Mulher, atendeu a 101 mulheres
desde sua instalação, em 2012. Incluindo as crianças,
o número ultrapassa 200.
Começando do zero
Em muitos casos, a equipe, que tem duas psicólogas, assistente
social e cinco monitoras, tem que “começar do zero” com
as abrigadas e seus filhos. Isso significa providenciar medidas
protetivas, documentos, atendimento de saúde, escolas de
Educação Infantil para as crianças, roupas.
As profissionais da Ilê Mulher fazem até “campanhas” entre
amigos e conhecidos para conseguir maquiagem, esmalte, tintura
para cabelo, hidratantes, bijuterias, tudo que ajude a melhorar
a autoestima das mulheres. Aquelas que têm condições,
saem para trabalhar, enquanto os filhos estão na escola
ou são cuidados na Casa. A equipe inclui cozinheira, dois
vigilantes e auxiliar de serviços gerais, que garantem
o funcionamento da Casa 24 horas por dia.
A coordenadora da Casa
Abrigo, psicóloga Josane Bairros
de Souza, relata que os desafios são enfrentados no
dia a dia, vivido por pessoas com diferentes culturas e costumes,
enfraquecidas
física e emocionalmente. As gratificações
também são constantes e a maior delas é ver
essas mulheres rompendo com o ciclo de violência, dispostas
a ter uma nova atitude para recomeçar. Josane revela
que o número daquelas que retornam à Casa é mínimo.
O serviço também tornou-se referência
para outras cidades gaúchas e para outros Estados.
Na manhã de
1 de agosto, quando conversamos com Josane, mais cedo uma
abrigada havia retornado para a Bahia.
Depoimento | Josane
Bairros de Souzan, Casa
Abrigo
Os desafios diários da convivência e da superação
Josane trabalha na Casa Abrigo desde que
o prédio era preparado
para a abertura, lida com situações diversificadas
e nenhuma fácil, como a de uma mulher que tinha problemas
mentais, havia sido interditada pela família e permaneceu
por oito meses no local. Foi necessário recorrer à Justiça
para que ela pudesse ser encaminhada a um residencial terapêutico.
Quando perguntei por que havia colchão, cama e alguns móveis
depositados na garagem do prédio, Josane alegrou-se a relatar
mais um caso. É o de uma mulher que está há três
meses na Casa com seus três filhos. Depois de anos vivendo
em pobreza extrema e submetida a violências física,
moral e psicológica pelo companheiro, ela recorreu ao CRM.
Deixou o pouco que tinha na Vila de Passagem e foi para a Casa
Abrigo, que a encaminhou para um emprego, com todos os direitos
trabalhistas. Os filhos estão na escola e ela espera somente
assinar contrato com a Caixa Econômica Federal para receber
um apartamento do Minha Casa, Minha Vida, no Residencial Mathias
Velho. Quando se mudar, terá os móveis, aqueles guardados
na garagem, e eletrodomésticos, já doados.
Crianças que acompanham
as mães
na Casa Abrigo encontram ambiente familiar e acolhedor.
O lar
daquelas que perderam temporariamente o direito de ter um endereço é acolhedor e agradável. Tem um pátio
amplo, muitas plantas, quatro dormitórios, cozinha, refeitório,
lavanderia, sala com brinquedos para as crianças, mais uma
sala com televisão, onde elas também brincam e convivem.
Tudo funciona de forma a favorecer a harmonia e a tranquilidade.
De acordo com Josane, até o momento a segurança da
Casa não foi ameaçada.
Nesse ambiente, M., 50 anos, se fortalece a cada dia para tomar
novos rumos.
Depoimento | M.,
atendida na Casa Abrigo
Patrulha Maria da Penha acompanha vítimas
As equipes da Patrulha Maria da Penha, da
Brigada Militar, visitam ou acompanham periodicamente vítimas de agressão e garantem que as medidas
protetivas sejam cumpridas. Em 2013, 468 mulheres foram acompanhadas - 209
nos bairros Mathias Velho e Harmonia, 114 no Guajuviras e 145 em outros bairros.
Dessas, 94 foram considerados casos graves e 19, gravíssimos.
Patrulha Maria da Penha faz visitas
domiciliares a mulheres ameaçadas pela violência.
Em
Canoas, a Patrulha atua em parceria com a Secretaria Municipal de Segurança
Pública e Cidadania. Toda a vez que uma medida protetiva é concedida,
o Tribunal de Justiça informa automaticamente ao sistema de consultas
integradas da segurança pública. Assim, quando uma mulher ameaçada
ou agredida solicitar apoio da Brigada Militar, quem atende a ligação
sabe o risco potencial que ela está correndo. Além disso, visitas
sistemáticas às casas das vítimas fazem com que
se sintam, efetivamente, protegidas.
Delegada
rejeitou o machismo e abraçou
a causa das mulheres
Empatia é um conceito que orienta a vida e o trabalho da
delegada de Polícia Carolina Funchal Terres. Em 2012, pouco
mais de dois anos após ter ingressado na carreira policial,
ela foi convidada para assumir a Delegacia Especializada de Atendimento
da Mulher. Aprofundou seus conhecimentos sobre a legislação
específica e sobre direitos das mulheres, tema que sempre
a interessou.
Carolina descobriu como o machismo esteve presente na vida de todas,
em algum momento, e garante que pretende continuar nessa função, à qual
se dedica usando a empatia, colocando-se no lugar das vítimas,
que chegam à delegacia fragilizadas, precisando, antes de
qualquer coisa, serem ouvidas. A equipe da delegada, que tem sete
policiais mulheres e um homem e sete estagiárias, pratica
isso de forma rotineira, com a orientação de não
julgar, nem de dar conselhos. Explica que essa atitude é para
não interferir no relacionamento das vítimas com o agressor. “Acalmamos
a mulher e deixamos que o pessoal especializado atue nessa área.
Isso evita que a vítima se afaste da gente e desista do
registro”, acrescenta.
Homem de 31 anos preso no final
de julho por descumprir medida protetiva.
A
porto-alegrense Carolina, 36 anos, tem várias fotos do
filho de três anos ao lado de sua mesa de trabalho. Esse “toque” humanizado
está em todas as dependências da Delegacia, que funciona
na Rua Humaitá, 1120, junto à Secretaria Municipal
de Segurança Pública e Cidadania.
Há uma pequena brinquedoteca próxima à entrada,
com acesso a um jardim de inverno, “que as crianças
adoram”, revela a delegada com um sorriso, cozinha completa
onde as policiais fazem as refeições, bandeirolas
que restaram da festa de São João, vasos de flores
nas mesas. Quando chegamos para a entrevista, eu e a colega fotógrafa
Paula Vinhas, no início da tarde de 31 de julho, ainda
havia um cheirinho de comida no ar.
Delegacia da Mulher tem espaço
especial para acolher as crianças.
Em
uma cela limpa, mas sem nenhum conforto, os agressores presos
permanecem temporariamente até a transferência
para o Presídio Central, em Porto Alegre, na maioria
dos casos. Nesse mesmo dia, estava ocupada por um homem de
31 anos, preso
em casa (foto acima), de manhã, pela equipe da Delegacia,
por descumprir medida protetiva concedida à companheira,
que já havia
registrado seis ocorrência contra ele. Afirmando que
a ama, o preso admite, no entanto, que “inferniza” a
vida da mulher.
Na
mira
Delegada
Carolina
Terres
A delegada Carolina
atua mais junto às vítimas, mas
quando encara um agressor, não deixa dúvidas
de que ele está sob a mira da polícia e que
não ficará impune.
Ela observa que as mulheres estão mais informadas
e comenta que, embora o número de atendimentos não
tenha apresentado grandes variações nos últimos
anos, diminuiu o número de vítimas que retiraram a
representação,
ou a “queixa”, como costumam dizer.
Diariamente, após as 18h, quando se encerra o expediente
da DEAM, a Delegacia de Pronto Atendimento registra ocorrências
de mulheres e as encaminha à DEAM para as providências.
A 2a. Vara Criminal, responsável por processar, julgar
e executar as causas decorrentes da prática de violência
doméstica e familiar contra a mulher em Canoas, em
2013, teve 60% dos processos referentes a casos enquadrados
na Lei Maria
da Penha.
Eu,
a sobrevivente do “caso Anita”
“O caso Anita”. Assim os policiais chamaram a tragédia que
vivi há quase 30 anos, quando morava na rua Anita Garibaldi, praticamente
no Centro de Canoas, e tinha 27 de idade. Na época, resolvi terminar um
casamento de seis anos. Depois de me submeter a muita pressão, chantagem
emocional e tortura psicológica, meu marido concordou em sair de casa,
onde fiquei morando com nossos dois filhos menores de quatro anos. Não
foi necessária qualquer negociação financeira, pois sempre
assumi o sustento da família.
Em uma noite, quando as crianças já dormiam no quarto, ele tocou
o porteiro eletrônico pedindo para pegar alguns pertences que ainda estavam
no apartamento. Fiz a besteira de abrir a porta para a violência. Na sala,
fui despida à força e tive todo os cabelo cortado, como se fosse
grama, sem reagir, para não acordar os meninos.
Alguns dias depois, em uma tarde de domingo, ele voltou pedindo
para visitá-los.
Como a convivência era impossível, saí. Ao voltar, encontrei
o chão coberto de cacos de vidro. Todos os meus quadros haviam sido quebrados,
meus documentos rasgados, assim como as poesias e reflexões que eu produzia
desde os 13 anos. Para mim, esses textos eram verdadeiros tesouros, que eu pretendia
conservar até a velhice e, quem sabe, ver publicados. Antes que eu dissesse
qualquer coisa, ele me “informou” que havia matado os dois meninos
no quarto. Foi a primeira vez tive medo e não quis constatar se aquilo
era verdade.
Corri até a 1º Delegacia de Polícia que ficava próxima,
na esquina em frente do atual Canoas Shopping e relatei a situação.
Fui atendida com atenção e respeito pelos policiais, que acionaram
a Brigada Militar. Implorei aos PMs que fossem ao apartamento. Alegaram que não
tinham mandado judicial para isso. Insisti e eles me acompanharam nessas horas
mais terríveis da minha vida, até constatar que as crianças
estavam bem. Meu ex-marido foi mandado embora e recebi a recomendação
de registrar ocorrência no dia seguinte, já que não tinha
com quem deixar meus filhos.
Foi o que fiz. Houve alguns depoimentos, exames de corpo delito
nos meninos e
o “caso Anita” ficou por isso. Depois de algumas semanas cobrindo
a cabeça com lenços – para minha sorte os turbantes da Viúva
Porcina, da novela Roque Santeiro, eram moda na época – foi possível
passar uma “máquina 3” para que o cabelo crescesse parelho.
Os documentos foram refeitos, mas nunca mais escrevi nada pessoal. Somente textos
jornalísticos, por força da minha profissão.
A partir dali, optei pelo que chamo de “terapia da vida”, sem tranquilizantes,
sem estimulantes, sequer um chá de capim cidró. E fui recompensada
com saúde, força, filhos íntegros, um trabalho gratificante,
amigos fiéis, grandes amores.
Perdão? Se perdoar é olhar para o agressor como quem olha para
o vazio, para o nada, então perdoei. Se isso é uma válvula
de escape do inconsciente, funciona.
Acredito que, se naquela época houvesse a Lei Maria da Penha, atendimento
especializado, como a Delegacia da Mulher, ou eu tivesse recebido orientação,
essa história poderia ter tomado outro rumo. A vergonha, a falta de percepção
plena do que aconteceu impediram-me até de falar sobre ela. Só os
familiares e amigos mais próximos ficaram sabendo do que enfrentei, mas
omiti muitos detalhes. Os vizinhos devem ter ouvido o barulho da quebradeira
e notado movimentações estranhas... Agora tenho a chance e a serenidade
de escrever. Só mantenho o anonimato para não expor meus filhos
e não afetar a boa relação que têm com o pai que escolhi
para eles. Quanto à escolha do marido, paguei um preço demasiadamente
alto.
Quando eu sair do abrigo quero trabalhar,
ter minha casa de novo e continuar criando minha filha. Sei que
vou conseguir, porque somos
guerreiras. Não imaginei que teria uma ajuda tão grande,
como estou recebendo aqui."
M.,
acolhida na Casa Abrigo
O mais gratificante do
nosso trabalho é ver
as mulheres saindo daqui com outra atitude,
mais fortalecidas e empoderadas, até na aparência
física. Atuamos
para que alcancem o maior objetivo, que é também
o de todas as pessoas: ser felizes.
Josane Bairros de
Souza
Coordenadora da Casa Abrigo
As vítimas chegam à Delegacia fragilizadas,
precisando, em primeiro lugar, ser acolhidas e ouvidas. É isso
o que fazemos, às vezes é preciso oferecer
uma água
com açúcar para que se sintam confortadas
e comecem a falar.
Carolina Funchal Terres
Delegada titular da Delegacia da Mulher
Edição
de áudio | Aline
Costa |
Design gráfico e Desenvolvimento web | Rogério
Nolasco